Enviar link no Twitter
A Associação Ambientalista Copaíba realizou no dia 23 de junho o evento de apresentação de estudo inédito sobre a situação das margens do Rio do Peixe. O evento aconteceu na Câmara Municipal e contou com a presença de autoridades de Itapira, Lindóia, Munhoz e outras cidades da região, além de representantes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
O estudo faz parte do projeto “Rio do Peixe – situação das áreas de preservação permanente e ameaças ao manancial”, que, ao longo de três anos diagnosticou os 147 km de mata ciliar do Rio do Peixe que cortam os municípios de Munhoz, Socorro, Serra Negra, Lindóia e Itapira.
Para Marcos Antonio Gomes, coordenador de planejamento ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, o projeto é muito importante, já que permite um panorama da bacia do rio do Peixe. “A partir desse panorama o poder público pode produzir ações concretas para a recuperação dessa importante manancial da região”, completa.
De acordo com o diagnóstico do projeto, Socorro possui a segunda maior área total de área de preservação permanente ao longo do rio do Peixe, 36,1 Km, e um terço desta área está coberta de vegetação nativa. Esses dados deve servir de alerta, de acordo com o empresário de turismo Sebastião Genghini, já que todo o turismo da cidade está ligado ao rio do Peixe.
Para Gérson Silveira, biólogo e coordenador do projeto, acredita que o estudo pode contribuir não apenas para o trabalho de recuperação das áreas como, principalmente, na sensibilização das pessoas que vivem ao longo do Rio do Peixe. "O diagnóstico pode contribuir sensibilização ambiental regional, tanto dos setores públicos estratégicos, como dos cidadãos que se interessarem sobre o assunto. Dessa forma pode sugerir aos promotores da região a tomada de medidas mais efetivas e rápidas de proteção das margens e do próprio rio”.
Fonte www.copaiba.org.br |