Esportes de Aventura e Noticias da cidade de Socorro-SP e regiao do Circuito das Aguas

Memória Fotográfica – 03/05

originalmente publicado em: 03/05/2003

Pioneiros dos Transportes em Socorro Segundo o saudoso médico Dr. Hallim Feres, em crônica inserida no Álbum do Sesquicentenário de Socorro – 1829/1979, que teve como principais organizadores Dr. José Zia Netto e a Drª Benedicta Geralda de Souza Barbosa, falecida prematuramente e diversos colaboradores ?quando o Século XX surgiu, Socorro em matéria de transportes estava na era dos muares?.

Invocando ainda o mesmo relato de Dr. Hallim, ?na segunda década a Companhia Mogyana surgiu dando maior progresso ao transportar em seus inúmeros vagões, viajantes e produtos agrícolas. Ao raiar de 1920, os carros a motor de explosão deram um outro ar ao ambiente e um maior surto de desenvolvimento. O transporte coletivo motorizado por meio de JARDINEIRAS apareceu lá por 1928. Pedro Feres e Elias José faziam viagens para Aparecida do Norte, Bragança, Monte Sião, Campo Místico, Munhoz e outras localidades vizinhas? sempre que solicitados.

Em 1935, vindo de Bragança Paulista, fixou-se em Socorro Antonio Granato, que aqui instalou uma empresa de transporte para passageiros, denominada RÁPIDO SOCORRENSE, de Socorro a Bragança, com baldeação para São Paulo através da Auto-Viação Bragança. Em 1947, a linha foi estendida até São Paulo, com peruas com 14 lugares, em dois horários. Em 1952 tiveram início viagens para São Paulo em ônibus com 20 e 30 lugares, também em dois horários diários e ponto na Rua Mauá, na capital.

A Empresa Granato enfrentou inúmeros revezes, como a queda da ponte de Curitibanos, o asfaltamento do trecho Bragança/São Paulo e mais tarde Bragança/ Socorro. Sobretudo em decorrência do racionamento de combustíveis durante a Grande Guerra 1939/1945, mas a empresa funcionou normalmente até 1965, servindo a população.

A empresa Granato também realizava viagens a Aparecida do Norte, conforme foto que ilustra esta nota, com quase 40 passageiros em romaria levada pelo então Padre Clodoaldo Nazareno de Paiva, recém-ordenado e conduzindo várias gerações. Hoje Antonio Granato tem o seu nome na Rodoviária de Socorro, merecidamente, desde dezembro de 1965, assim como Elias José e Pedro Feres.

Outra foto que ilustra esta nota, é uma colaboração da Profª Amariles Mantovani e retrata um ônibus que fazia a linha Ouro Fino/São Paulo, diariamente, passando por Socorro com ponto na Rua 13 de Maio, no antigo Bar de Arlindo (Tatão) e Martins Mantovani, de saudosa memória, onde hoje se acha instalada a firma Credi Ferrari. Lamentavelmente, pelo tempo decorrido, não foi possível identificar as pessoas então fotografadas.

Retornando à belíssima crônica de Dr. Hallim Feres que ?como médico permanecia ligado àqueles que o transportavam de um lado para outro, em qualquer tipo de condução, facilitando o mitigar das dores dos pacientes que o procuravam, ele aduziu mais: ?não se constrói uma cidade somente com administração das coisas públicas ou fazendo surgir prédios e obras grandiosas, mas também com a colaboração daqueles que transportando por suas estradas esburacadas e lamacentas na primeira metade deste século, levavam viajantes que ampliaram o seu comércio e na defesa da saúde de nossos caboclos, como Antonio Fontana, Amadeu Falconi, Nadir Bueno de Souza, Júlio Domingues de Lima, Marcos Zanesco, Julinho do Moquém, Guilherme Baldo, Ramiro de Faria e tantos outros que de Troli, Fordinho ou Chevrolet, Cabeça de Cavalo sofreram empurrando suas ?máquinas por estradas do município ou conduzindo os médicos ou para encher as prateleiras vazias das vendas nos bairros e transportando os vendedores?.

A crônica do Dr. Hallim Feres merece ser relida, pelas histórias que conta como ?a viagem feita pelo Fontana à Fazenda da Encrenca, pelo mau estado de sua estrada, com o Ford sem freios, disparado pelas curvas. Com a respiração presa, o motorista segurou com firmeza o volante e disse: ?Seja o que Deus quiser. Mostrou que era bom motorista e que Deus o ajudou?.

Muitas outras mais ou menos semelhantes relata o artigo do Dr. Hallim, que em viagem para atender uma senhora em trabalho de parto, o motorista se propôs a auxiliá-lo a puxar o Fordesp acrescentando: já ajudei muitas vezes Dr. D? Anna nessa hora. Fontana era como os demais motoristas de táxi sempre prontos para qualquer serviço de dia ou de noite, sob sol ou chuva.

Repetimos, vale a pena reler a crônica de Dr. Halim, dedicada aos pioneiros do transporte em Socorro.

Aqueles mencionados nesta nota ou que aparecem nas fotos que não puderem ser identificados pelo tempo decorrido, nossa homenagem como pioneiros do transporte de Socorro.

-Foto 1: Na foto, a romaria realizada pelo Padre Clodoaldo Paiva à Aparecida do Norte, onde vemos: José Báfero Netto (Zelão), Antonio de Pádua Báfero, Francisco Augusto Bádero, Edvardo Paiva, Antonio Granato Filho, Benedicta Teixeira, Lourival Dantas, Carlos Báfero, Elza Martha Fontana, Célia Teixeira, Elza Rugero, Zuleika Lopes Báfero, Henriquinho, Amélia Andreucci, Zoraide Ioriati, Elizeta Tafner, Padre Clodoaldo Paiva, Judith Camargo, Esther C. Teixeira, Diva Camargo, Ditinha e Juca Andreucci, Sebastiana e Osvaldo Paiva, entre outros. -Foto 2: Antonio Granato Filho e Donato Falconi

Adicionado em: Notícias

Switch to our mobile site